O que aprendi fazendo parte de um squad

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Um dia, resolvi sair da zona de conforto e encarar o novo. Esse novo deu frio na barriga, mas veio para ensinar e me fez evoluir. O desafio era trabalhar em um formato diferente, que exigia coragem, sangue nos olhos e partir, isso mesmo, sair do tradicional. E lá fui eu, fazer parte de um squad.

Mas, o que é squad?
Squad é uma equipe multidisciplinar, com todos os integrantes trabalhando em conjunto por um objetivo em comum. Cada um tem a sua função, sendo parte fundamental para alcançar o resultado esperado pelo time.

Time. Essa palavra cheia de significados me ensinou diariamente. Aproveito para compartilhar um pouco do que aprendi com ela, na prática.


Somos diferentes? Claro!
A equipe é sempre composta por pessoas com perfis distintos. Cada um traz consigo, além da formação técnica, a sua formação humana, desenvolvida pela sua criação e educação adquirida, pelo repertório de experiências profissionais e pessoais, por valores e aprendizados, além de limitações e dificuldades, intrínsecos em todos nós.

Pelas diferenças, nos completamos.

Por mais que existam situações desafiadoras e outras inesperadas durante o desenvolvimento de um projeto, em que há opiniões ou atitudes divergentes das nossas, por ser parte de um time temos que nos manter aliados. Saber ouvir e pensar, antes de responder ou agir, é uma das maneiras de mantermos uma boa convivência e de intensificar a parceria que o time tanto precisa para alcançar os resultados pretendidos.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe”, Clarice Lispector.


Precisamos mudar! E agora?
Já parou para reparar como tudo está mudando o tempo todo? As mudanças fazem parte da nossa vida, tanto no âmbito profissional como no pessoal. Por isso, precisamos estar abertos e disponíveis à elas. Mudanças chegam sem pedir licença. Não tem hora e nem data para chegar.

Mas toda vez que se deparar com uma mudança, seja ela de escopo ou de prazo, não se desespere. Procure gastar energia com o que precisa ser feito. Aproveite o tempo para resolver, e não para resistir em mudar.

Mudanças e ajustes muitas vezes são necessários para melhorar a nossa entrega. Ouça ideias novas ou complementares, sem restrições. Abra espaço para as validações e contribuições dos outros. Essa experiência pode ser mais enriquecedora do que você imagina.

Esse tema me lembra a fábula “Os Cegos e o Elefante”. Recomendo a leitura.

Sobre visão sistêmica: é preciso somar ideias para enxergar o todo.

Seja resiliente, sempre.
De acordo com o Michaelis,

re·si·li·ên·ci·a (sf):
1. Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original.
2. Capacidade de rápida adaptação ou recuperação.

A resiliência é a habilidade que temos de nos adaptar à mudanças. Assim como a água, que se adapta a qualquer recipiente, podemos nos adequar e evitar conflitos, manter a nossa cadência regulada e assim, reagir bem à toda e qualquer adversidade que houver.

É importante manter a mente flexível e saber que mudanças e ajustes podem acontecer em qualquer projeto, assim como na nossa vida.

Sendo assim, é possível avaliar se a mudança ou ajuste solicitado contribui como melhoria. Se discordar, você pode sugerir outra ideia ou complementar o que foi demandado, sem problemas.

Um dos grandes aprendizados que quero compartilhar é, não vale a pena desperdiçar tempo e esforço focando em problemas, temos que aplicá-los em resolução.


Impedimentos? Levante a mão!
Os impedimentos, que podem ser de caráter técnico, funcional ou até mesmo em formato de dependência, em que há a falta de alguma informação ou ação para poder avançar, devem ser removidos. Para isso, é necessário que o time tenha um alto poder comunicativo, em que todo impedimento é relatado.

O momento em que um impedimento é comunicado pode ser decisivo para a sua solução ou para ocasionar atrasos, pendências e por fim, consequências. Por isso, antecipe e comunique o quanto antes. Assim, as chances dele ser resolvido são maiores.


Dúvidas ou Dores? Pergunte!
Não sabemos sobre tudo. Por isso, vale sempre perguntar sobre qualquer dúvida que tiver.

Uma vez que perguntamos, damos a chance de aprender com o outro. Uma resposta recebida pode abrir possibilidades para outros questionamentos, o que faz desse processo iterativo, o quanto for necessário.

Por isso, arrisque. Pergunte, aprenda e evolua.

Lembrando que você também pode contribuir nesse ciclo de aprendizados, respondendo questionamentos do time.

“Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina a aprender”,
Paulo Freire.


Comprometimento? Temos!
A partir do momento que fazemos parte de um time, automaticamente estamos nos comprometendo. Isso mesmo, estamos assumindo responsabilidades em conjunto.

O nosso compromisso não é somente com os prazos, mas também com os resultados conquistados, que são feitos, muitas vezes, por acertos e erros, que devem ser sustentados e admitidos pela equipe.

Por se tratar de um time, toda causa ou culpa não tem nome, é simplesmente nossa.

Erros e imprevistos acontecem e podem ser justificados, por todos. A força de um time está na lealdade com o que se faz e com quem se convive. Seja mais do que um, seja de um time.


Lições aprendidas
Essas foram as lições aprendidas selecionadas para esse artigo, porque levo comigo outras tantas que não caberiam somente aqui. Sou grata por ter tido a oportunidade de fazer parte de um squad.

O desafio me faz respirar. E esse foi um dos mais marcantes na minha jornada. Gratidão a todos que fizeram e fazem parte do meu time. Seguimos juntos.

Autora: Ana Carolina Simoni Ciampi – Designer BRQ

Para Medium: https://medium.com/@carociampi/o-que-aprendi-fazendo-parte-de-um-squad-45cbb77fd70c

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