UX e Design Thinking: experiência do usuário nos negócios

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Ao criar soluções para seus clientes, é fundamental pensar na experiência do usuário, na utilidade e na usabilidade de serviços e produtos. Esses são itens fundamentais para a geração de valor e para o sucesso do projeto. Essa estratégia está muito relacionada a UX e Design Thinking.

Nos últimos anos, esses conceitos têm sido muito discutidos pelos profissionais em empresas de todos os portes. Embora não sejam a mesma coisa, funcionam de forma complementar, a fim de promover a inovação e a satisfação do usuário na interação com produtos e serviços do negócio.

Neste artigo, você vai entender melhor por que o UX é essencial para o negócio e como a mentalidade norteada pelo Design Thinking pode trazer benefícios nesse aspecto!

Qual é a relação entre UX e Design Thinking?

Em primeiro lugar, é importante entender que, embora distintos, esses conceitos podem ter similaridades e se complementar. Afinal, o foco de ambos é o público, ou o usuário.

Entendendo os conceitos

O Design Thinking parte de um problema para buscar uma solução inovadora, que pode ultrapassar os limites do negócio, mas sempre centrado no usuário. O conceito mais encontrado o define como uma metodologia para resolver problemas complexos, baseada na imaginação, no raciocínio lógico e na intuição para explorar possibilidades.

Assim, a ideia sempre será criar soluções inovadoras para resolver problemas, e não está limitada a um segmento específico, podendo ser aplicada em qualquer esfera da vida. Ela pode resultar, por exemplo, em novos produtos e serviços personalizados, mudança de modelos de negócios e reestruturação de equipes.

Essa ideia ficou mais conhecida por meio do fundador da IDEO, David Kelley, posicionando o Design Thinking sobre três elementos principais: pessoas, negócio e tecnologias.

O UX, ou experiência do usuário, por sua vez, tem mais a ver com a solução. A ideia é promover bons sentimentos na interação da pessoa com a empresa, seja por meio de um site ou de um aplicativo, seja em qualquer outra solução digital.

Assim, usando os princípios corretos, o profissional vai esculpir e otimizar os recursos da solução para promover boas experiências para o seu público.

Compreendendo a relação entre eles

Podemos dar um exemplo prático para entender essa relação de diferenças e similaridades entre UX e Design Thinking. Imagine o seguinte problema: algumas pessoas gostariam de ler mais e comprar mais livros, mas têm pouco tempo para se dedicar a isso.

Essa é a parte do Design Thinking, de entender seu público, toda sua rotina, seus hábitos, suas preocupações e, a partir daí, gerar soluções inovadoras. A solução poderia ser a produção de audiobooks. Esses materiais cumprem o objetivo de consumir livros.

É aqui que entra o UX: como vai ser essa experiência de consumo em termos de plataformas e aplicativos? Pode ser que o app se conecte ao assistente virtual do Google, por exemplo, para acessar os livros e, assim, fazer a leitura automática.

Além disso, como será o layout desse aplicativo? E o fluxo entre telas? Os arquivos rodarão direto da nuvem, serão baixados na memória interna do app ou ambas as opções?

CTA animado Cloud

Assim, os dois conceitos trabalham juntos e, por diversas vezes, se misturam na prática. O foco, porém, sempre será o usuário. Mas o UX sempre terá uma proximidade maior no dia a dia do público.

Quais são os impactos desses fatores nos negócios?

O Design Thinking foi uma metodologia adotada por Steve Jobs, na Apple. A ideia era sempre focar as necessidades e desejos das pessoas, e não apenas os negócios. Por buscar essa empatia com o público, conquistou o encantamento dos seus usuários. Isso resultou no crescimento astronômico da empresa, com produtos e serviços inovadores no mercado.

Se seu negócio deseja adotar uma visão de UX e Design Thinking, serão necessárias mudanças profundas na organização, uma vez que esses conceitos não são estratégias pontuais, mas devem fazer parte da cultura da empresa.

A empresa ganha um fluxo de trabalho focado no cliente e no mercado, baseado em seis etapas principais do Design Thinking:

  • compreensão: avaliar a situação da empresa, do mercado e do público para descobrir oportunidades. É importante, aqui, promover uma boa gestão de dados, pois serão registros largamente empregados nas demais etapas;
  • definição: faz-se o levantamento dos problemas com base na primeira etapa, a fim de saber o que precisa ser solucionado;
  • ideação: é o momento da geração de ideias para novos produtos e serviços;
  • prototipagem: seleciona-se uma ou mais ideias para criar o que se chama de Mínimo Produto Viável (MVP) para testes;
  • teste: o produto vai ao mercado para passar por testes e aprimoramentos;
  • interação: os aprimoramentos são feitos com base no retorno dado por clientes, colaboradores e parceiros.

Em todo esse caminho, a experiência do usuário fica no topo das prioridades para garantir o sucesso do projeto. Outro impacto importante visto nas organizações é na estruturação das equipes. Normalmente, trabalha-se com equipes pequenas e multidisciplinares, exigindo um alto nível de colaboração.

À medida que a empresa se reestrutura e muda seu foco, isso afeta todo o relacionamento do cliente final/usuário com a marca, além da qualidade do design e dos produtos ofertados.

Quais são os benefícios dessa mentalidade?

O Design Thinking tem sido de grande auxílio para as empresas enfrentarem os desafios do mercado e do novo perfil do público, cada vez mais exigente e consciente. Veja alguns dos benefícios dessa metodologia.

Um cliente mais próximo da marca

Um dos princípios do Design Thinking é a imersão, que consiste em um conhecimento profundo do perfil de seus clientes. Essa aproximação faz a empresa ganhar força aos olhos do público e fortalecer com ele seus laços.

Investimentos condizentes com a resposta do mercado

Os testes feitos ao longo do processo e as adaptações para aprimorar a experiência do cliente dão mais segurança aos investimentos. Assim, no meio do projeto, é possível ter mais garantias sobre o que pode dar certo ou não.

Equipe de alta performance

Diversas equipes, em diferentes níveis hierárquicos, ficam comprometidas com o projeto. Esse olhar multidisciplinar com a formação de squads promove um aprendizado mútuo, além de gerar soluções mais criativas e inovadoras.

Além disso, com a performance acelerada, todos se sentem responsáveis pelo sucesso do empreendimento. Ao mesmo tempo, ganha propriedade na fala de venda ao cliente.

Como vimos, é muito importante que seja estabelecida uma cultura organizacional norteada por UX e Design Thinking. Dessa forma, quem presta serviço e desenvolve produtos terá sempre em mente a importância da experiência do usuário para gerar valor.

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