Gestão de dados: conceito, vantagens, táticas e por que implementar?

homem preto beste camisa branca e está de perfil; ele olha uma tela de computador com dados e gráficos, enquanto tem as mãos sobre a mesa; nela há teclado, papeis, tablet e o teclado do computador.
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DATA MESH

Você já deve ter ouvido falar bastante sobre a importância de investir na gestão de dados em empresas do futuro. Mas o que isso significa exatamente? Qual é o papel desse conceito no desenvolvimento empresarial e como ele se conecta com suas decisões estratégicas?

Para tornar esse entendimento mais claro e objetivo, preparamos um conteúdo especial para você. Neste artigo completo, veja o que é gestão de dados e tudo o que orbita o tema, principalmente sua conexão com data-driven e as tecnologias que ajudam você a implementar essa gestão. Confira!

O que é gestão de dados

O primeiro passo nessa conversa é fazer uma distinção mais clara sobre o que é gestão de dados e o que significa investir nela. Afinal, é um processo fundamental para dar competitividade para negócios em um mercado cada vez mais exigente e dinâmico.

Gestão de dados é o conjunto de políticas, estratégias e ferramentas para coletar, armazenar, estruturar e utilizar dados de negócio. É um fluxo racionalizado de tratamento de informação, que determina e consolida fontes de captação relevantes e segmenta esses registros em sistemas empresariais para agrupá-los, confrontá-los e compará-los em busca de entendimento sobre aspectos internos e externos da gestão de uma empresa.

Em termos mais simples, é um esforço para ganhar visão sobre a empresa e o mercado em que está inserida pelos dados que alimentam seus sistemas. Gestores, então, utilizam os insights resultantes para tomar decisões embasadas e guiar a empresa para o sucesso em novos e existentes caminhos.

Portanto, podemos resolver assim uma das maiores dúvidas sobre o assunto: a gestão de dados não é apenas armazená-los e mantê-los em segurança. É um processo amplo e importante para transformar cada registro coletado em mais uma peça que contribua para ações práticas no futuro.

Diferença entre dado e informação

Dentro dessa definição, é importante também fazer essa distinção que gera muitas dúvidas em profissionais menos inseridos em áreas tecnológicas. Embora etimologicamente você possa aproximar dado e informação como sinônimos, eles não significam a mesma coisa dentro de um contexto empresarial.

Podemos dizer que a informação é uma pedra bruta, enquanto o dado é a joia lapidada. De maneira mais técnica, a informação é um registro de valor, enquanto o dado é esse valor acrescentado de um contexto.

Por que essa distinção é tão importante? Dentro da gestão de dados, a transição de um registro do status de informação para dado é fundamental. É o que separa empresas que realmente enxergam e interpretam o que os números contam daquelas que simplesmente se tornam acumuladoras digitais — com bancos de dados desestruturados e sem função para muito do que coletam.

Separar esses termos é crucial para entender o conceito de gestão de dados. Não se trata de captar e guardar toda informação disponível, mas saber o que fazer com ela e ter uma infraestrutura preparada para tirar proveito de toda essa riqueza em novas estratégias de negócio.

Importância da mentalidade data-driven no mundo corporativo

Por fim, nesta primeira etapa da discussão, é importante também passar por outro conceito que orbita uma gestão de dados eficientes. De nada adianta contar com a tecnologia e os processos que estruturam o uso da informação no negócio se a própria equipe não sabe como utilizar esse poder de maneira assertiva.

Data-driven é um termo em inglês que fala sobre uma gestão não apenas dos dados, mas orientada a eles. Ou seja, a ideia é utilizar esse poder como base tanto para novas estratégias como para a tomada de decisão rápida para novos cenários de mercado.

Ter uma cultura data-driven é confiar na informação coletada e na sua capacidade de mostrar respostas para qualquer desafio que se apresente na sua rotina. Desde cargos mais práticos até os mais administrativos, contar com essa rede de Business Intelligence permite a clareza necessária para trilhar os caminhos certos, não importa o tamanho dessa decisão.

Uma cultura data-driven segue este caminho: ao detectar um desafio ou oportunidade na realização de suas funções, o colaborador antes de tudo busca em seu acervo de dados disponíveis as respostas para aquela questão, sem tentar adivinhar ou protelar.

Assim, todo profissional na empresa se torna gestor de sua esfera de influência, eliminando gargalos, agilizando ajustes de estratégia e tornando cada posição de trabalho mais estratégica.

Os pilares da cultura data-driven

Para você entender melhor o que compreende uma cultura empresarial data-driven, podemos apresentar os seus pilares. Com os 4 pontos abaixo bem estabelecidos, você transforma a gestão de dados em uma realidade constante e consolidada para você e sua equipe.

Pessoas

Os colaboradores de uma empresa orientada a dados não só entendem a importância da informação para o sucesso como são capacitados para utilizarem esses dados a seu favor. São profissionais com perfis variados, voz ativa e poder de comunicação para criar naturalmente uma rede de colaboração em torno do conhecimento profundo de cada processo produtivo.

Dados

Claro, não dá para falar em uma cultura data-driven sem considerar os dados que são a base dessa estratégia. É preciso que haja uma noção plena na empresa de que a informação é a base de todas as decisões daqui para a frente. Seu bom uso gera insights de inovação, oportunidades de crescimento e posicionamento no mercado. Uma noção de que tudo passa por dados.

Tecnologia

A tecnologia é o pilar mais prático de data-driven por ser a infraestrutura que consolida a gestão de dados no negócio. Investir em produtos e serviços digitais garante não só o funcionamento dessa cultura como dá confiabilidade para a informação sendo utilizada pelos colaboradores. Daremos mais detalhes sobre isso em breve.

Descentralização

Um ponto fundamental da cultura data-driven é que ela não funciona em seu potencial máximo quando seu acesso é limitado aos postos de gestão mais altos.

Claro, é preciso ter cuidado e controle em relação às informações mais sensíveis de negócio. No entanto, o ideal é que todos os colaboradores da empresa tenham acesso fácil e ágil aos dados que precisam para analisar, interpretar e decidir questões relacionadas ao seu trabalho sem o microgerenciamento dos C-level.

Delegar e distribuir responsabilidades é o que torna uma empresa realmente diversa e flexível. É o que traz a dinâmica de estratégias baseadas em dados à tona, com a equipe inteira sabendo empreender dentro de suas próprias atribuições.

Estratégias de gestão de dados para atingir a alta performance

Depois de passarmos por tudo o que é preciso saber sobre gestão de dados e cultura data-driven, podemos passar para um lado mais prático dessa conversa. Primeiro, veja algumas estratégias, ações e atitudes que profissionais C-level devem implementar em relação ao conceito para aumentar a performance e a inteligência do negócio.

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Invista na reestruturação de dados

O primeiro ponto a ser levantado é que uma verdadeira gestão orientada a dados exige parâmetros bem definidos de coleta, estruturação e utilização de dados. Geralmente, não dá para atingir esse potencial de inteligência sem uma reformulação do seu sistema de informação atual.

Investir em automação e arquitetura de dados é o primeiro passo nesse sentido, dentro de um plano específico para consolidação da informação dentro da empresa. Esse projeto exige a participação de toda a equipe e uma visão clara de objetivos.

Capacite os profissionais

Como citamos, todos os colaboradores do negócio precisam ter uma relação mais próxima e significativa com a informação. Dados não são uma fonte de decisões apenas para quem administra. Quando eles são inseridos em cada pequena escolha, dentro de cada função de trabalho, você incentiva uma dinâmica ágil e assertiva em todos os processos produtivos.

Racionalize o acesso à informação

Se seus colaboradores precisam também dessa base de dados para seu trabalho, é função da diretoria da empresa criar sistemas de credenciais e tecnologias de controle de acesso para oferecer esse canal de forma disponível e segura. O equilíbrio entre velocidade de informação e sua proteção contra tentativas de invasão é o que torna a gestão de dados um sucesso.

Crie termos de uso claros

Por mais que a parte técnica seja bem controlada, é preciso contar também com a participação dos colaboradores no melhor uso desses dados.

A solução mais frequente para isso é a criação de políticas e termos de uso da informação, com regras claras para visualização, análise e utilização de dados na rotina de trabalho. Além de aumentar a segurança, esse documento facilita o alinhamento entre departamentos e melhora o controle prático sobre o uso desses registros.

Insira dados em todas as discussões de negócio

Se você está investindo em uma gestão baseada em dados, tem que entrar de cabeça nisso. A cultura data-driven aflora de verdade quando a informação se torna o centro das discussões e embasa argumentos. Isso impede cenários pouco produtivos, em que as conversas giram em círculos porque cada parte tem sua opinião baseada em intuições e experiências próprias. Quando o dado é predominante, as reuniões são eficientes e produtivas.

Consolide dados na gestão de KPIs

Acompanhar indicadores de desempenho é uma das constantes em qualquer conteúdo sobre gestão moderna de negócios. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos profissionais C-level que não tratam com a devida importância o que os KPIs (Key Performance Indicators) dizem sobre sua empresa.

Com uma base robusta de dados, essas métricas se tornam cada vez mais específicas e significativas. É possível relacionar, comparar e confrontar fontes tão diversas que os indicadores se tornam quase como um GPS mostrando os caminhos mais rápidos para o crescimento.

Portanto, aumente sua atenção em relação a eles e certifique-se de que os insights extraídos tenham um impacto nas decisões de negócio, que se tornem soluções práticas.

Conte com uma parceria especializada

Tudo isso que listamos até agora pode ser realizado internamente, com a sua liderança e a participação dos colaboradores. Mas, por que não agilizar e garantir o sucesso de uma gestão de dados bem implementada?

Uma parceira especializada pode apontar atalhos nesses processos e soluções mais adequadas, que tragam resultados mais rápidos. Além disso, você conta com a expertise de profissionais capacitados tanto na implementação de soluções como no treinamento e organização de squads modernos.

5 tecnologias de gestão de dados

Para terminar nossa conversa, queremos aprofundar um ponto que foi trazido em quase todos os tópicos até aqui: a importância do investimento em tecnologia para um bom gerenciamento de dados.

A pergunta que fica é: quais soluções são mais relevantes para consolidar essa estratégia? Separamos 5 delas que precisam de sua atenção na hora de pôr um plano de dados em ação.

1. Big Data

Big Data é o conceito de armazenamento e estruturação de grandes volumes de dados. A diferença desse modelo para o que já era feito desde a informatização das empresas é que não há mais a limitação humana para a análise dessas informações, graças ao auxílio de diversas tecnologias.

Com o Big Data, um negócio ganha acesso a camadas mais profundas e abrangentes sobre sua operação, mercado e clientes.

2. Intelligent Business Automation

Mas, se a Big Data traz um volume de informação que é impossível para ser analisado manualmente por seres humanos, como implantar o conceito na rotina de um negócio?

A resposta está na automação. Intelligent Business Automation é um processo de implementação de soluções automatizadas para tratamento e análise profundos de dados utilizando principalmente Inteligência Artificial e Machine Learning.

Com essas tecnologias aplicadas, o próprio sistema é capaz de encontrar padrões, segmentar informações e fornecer relatórios relevantes para tomadas de decisões assertivas.

3. Comunicação em tempo real

Ferramentas de gestão de times e comunicação remota são fundamentais para muitos do que falamos sobre cultura data-driven. Esse tipo de plataforma digital centraliza, integra e aproxima profissionais e departamentos, incentivando a troca de ideias, diversidade de opiniões e proatividade geral.

4. Monitoramento automatizado

Além da gestão de dados, a automação pode ser aplicada em soluções de controle de acesso e de histórico de modificações. Esse tipo de ferramenta ajuda gestores a manterem a confiabilidade e disponibilidade de dados, garantindo a segurança da informação que é tão importante para o sucesso de empresas na era digital.

5. Cloud Computing

A computação em nuvem hoje é uma grande aliada para empresas que buscam investir em gestão de dados. Com a oferta de armazenamento, recursos de processamento e ferramentas de gestão, as soluções de Cloud Computing estão se tornando plataformas completas para uma rotina data-driven eficiente e acessível financeiramente.

Com a escolha das soluções certas, um bom plano de ação, participação dos colaboradores e parcerias especializadas, você tem tudo para trazer a gestão de dados para a realidade do negócio. Este pode ser o primeiro passo para uma empresa que não tem medo do futuro.

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Cultura data-driven
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