Qual a importância e como monetizar os serviços de IoT da empresa? Entenda aqui

monetizar dados
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A transformação digital trouxe consigo mais que avanços tecnológicos acelerados. O fato é que hoje a informação se tornou um dos ativos mais valiosos das empresas — tanto que o uso de soluções de Big Data, Internet das Coisas (IoT) e o próprio Blockchainvêm ganhando espaço no mercado. Ainda assim, nem toda empresa tem consciência da oportunidade que isso gera para monetizar dados.

Mas, afinal, como isso funciona? O objetivo deste conteúdo especial é justamente desmistificar a monetização de dados, mostrando como essa estratégia pode trazer benefícios e transformação à relação do seu negócio com a informação. Confira!

O que é a monetização de dados?

Como o próprio nome sugere, o conceito faz referência à possibilidade de alcançar benefícios econômicos por meio do uso de dados. Isso pode acontecer de diferentes formas, já que a natureza da informação digital que transita pelas empresas é bastante plural. Um exemplo básico seria o compartilhamento de dados entre organizações com o intuito de desenvolvimento de soluções de benefício mútuo.

Assim como em outros aspectos da transformação digital, a monetização de dados também é flexível, assumindo diferentes formas de acordo com as tecnologias que a empresa possui. A Internet das Coisas se destaca nesse contexto principalmente por ser uma solução com alta capacidade de captação de dados.

Como mostram os dados da Forbes, o número de startups que trabalham com IoT cresceu cerca de 27% no último ano. Um dos principais motivos é o potencial de aumentar a eficiência das empresas com a implementação da tecnologia, sobretudo no modelo da Indústria 4.0.

Esse é um exemplo de como monetizar dados vem sedimentando o terreno para as startups — o que não significa que médias e grandes empresas não têm um potencial até maior de crescimento por meio dessa tecnologia.

Quais as vantagens de monetizar os serviços de Internet das Coisas?

Além do próprio benefício econômico, a monetização de dados ajuda a situar sua organização em meio aos avanços tecnológicos de diferentes áreas. Na indústria, por exemplo, é comum que a IoT seja aplicada em ambiente fabril para calcular indicadores de performance dos equipamentos e, com isso, otimizar a produção e evitar falhas.

Com sensores IoT no eixo de uma esteira, é possível avaliar diversos fatores do seu comportamento mais eficiente: temperatura, umidade, velocidade, vibração etc. Um software faz a leitura e gera gráficos em tempo real para o gestor e, caso identifique uma anomalia, como uma vibração excessiva, gera um alerta para a manutenção agir antes que o problema cause uma quebra.

O uso de dados para a tomada de decisão, além da redução de falhas e de custos, nesse caso, são itens que podem ser acompanhados de uma monetização ainda maior. Os dados captados entre os equipamentos são, em primeiro lugar, de grande interesse para os próprios fabricantes. Por mais complexo que sejam os testes realizados, o cenário real é o melhor laboratório de testes para otimização desses equipamentos.

Outra possibilidade é a combinação de dados de diferentes fontes para uma análise via Inteligência Artificial. As limitações, nesse caso, dependem exclusivamente das necessidades de cada cliente — e é aí que entram as melhores práticas para tornar a ideia rentável.

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Como preparar sua empresa para monetizar dados?

O primeiro passo é fazer um levantamento sobre os tipos de dados que você capta, organizando-os e estruturando-os de maneira mais compreensível. Depois, estabeleça uma comunicação saudável com todos os seus parceiros comerciais — desde fornecedores e prestadores de serviço até distribuidores e clientes.

O objetivo aqui é identificar as demandas e os desafios dessas organizações. Um bom exemplo disso é a estratégia adotada por empresas que oferecem serviços freemium. A primeira camada desse produto é o uso gratuito e temporário, que dá ao cliente a oportunidade de avaliar se é aquilo mesmo que ele precisa.

No entanto, o truque é a quantidade de dados que o uso da solução gera para os desenvolvedores. O processo, então, passa a ser o de segmentar usuários e determinar os tipos de informação mais relevantes. Além disso, é preciso contar com uma equipe interna que lide com as questões legais relacionadas ao uso de dados.

No Japão, por exemplo, diversas empresas estão colaborando com a criação de uma plataforma para a troca de dados de IoT. Além de monetizar os próprios dados captados, essas organizações podem firmar acordos diversos para a troca de informações que ajudem no aperfeiçoamento dos seus produtos e serviços.

As melhores práticas para começar

É importante ter em mente que essa ideia demanda um alicerce para sua estratégia. Um primeiro passo é a própria tecnologia. Afinal, sua empresa já adota a Internet das Coisas como solução de uso sistemático em seus processos? Que tipo de dados você capta? Há um armazenamento de Big Data? A equipe de TI é capaz de manusear esses dados?

Um passo importante, aqui, é a realização de uma pesquisa para entender como concorrentes e grandes referências do seu setor estão utilizando a IoT em seus processos internos. O ponto é que não basta gerar dados superficiais em uma linha de produção com três sensores em uma máquina, por exemplo, se seu principal concorrente conta uma complexa rede com centenas de dispositivos IoT em uma linha similar.

A seguir, é preciso estabelecer na equipe de TI um processo de refinamento dos dados. Mesmo em relação à Big Data, quantidade não significa qualidade. Um cientista de dados, por exemplo, deve estabelecer critérios para filtrar tipos de dados realmente relevantes, eliminando possíveis ambiguidades e distorções.

Outro ponto que merece atenção é a segurança da informação e o modelo de negócio. Se você capta dados de comportamento do cliente, por exemplo, é preciso ter muito cuidado para não desrespeitar a legislação vigente. A nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por exemplo, pode não estar em vigor, mas a data está se aproximando e é melhor estar em plena conformidade com antecedência para evitar problemas.

Por fim, considere escalar sua infraestrutura tecnológica, adotando a nuvem e outras soluções que reduzam custos e deem mais flexibilidade para o uso de dados. Uma arquitetura mantida 100% dentro da empresa tende a ter menos margem de manobra e gerar custos maiores com manutenção e configuração. Vale a pena acelerar a transformação digital para tirar proveito desse recurso tão valioso que é a informação.

Como você pôde ver, monetizar dados está longe de ser algo tão complicado. Com a tecnologia trabalhando a seu favor, sua empresa pode ampliar sua atuação e conquistar um espaço ainda maior no mercado digital. Considere essa prática na sua estratégia de negócios e faça do uso de dados um diferencial para sua organização!

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