Conheça os 16 principais tipos de liderança corporativa

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Não há dúvidas de que um bom líder tem o poder e a capacidade necessários para guiar um time até os melhores resultados. No entanto, para que a sua atuação seja satisfatória, é crucial desenvolver algumas características e se identificar entre os tipos de liderança.

Assim como nem todo ser humano é igual, os líderes também lideram por métodos e estilos diferentes. Isso é o que faz com que sejam melhor ou pior sucedidos, de acordo com o perfil de cada grupo de liderados. Conhecer o seu tipo de liderança é particularmente importante para descobrir em que ambientes o seu trabalho pode ser mais eficiente.

Além disso, ajuda a analisar de fora suas principais características e a entender como você pode trabalhar as suas fraquezas e ampliar as suas forças. Portanto, se você quer saber mais sobre esse assunto, continue conosco e conheça cada um dos 16 principais tipos de liderança que elencamos. Boa leitura!

1. Liderança autocrática

A liderança autocrática é a mais tradicional e convencional de todas; é aquela vinda do estilo de chefia, desenvolvida por líderes autoritários e que só ocupavam esse cargo por poder. Nesse ambiente, eles são a evidência dos times, são eles que tomam as decisões e levam o crédito pelo bom trabalho da equipe.

Esse modelo centralizado de liderança provoca alguns problemas na empresa. O principal deles é a desmotivação da equipe, que pode vir acompanhada de medo de perder o emprego, uma alta rotatividade de funcionários ou, em casos mais extremos, até insubordinação.

Isso porque quando um líder autoritário determina metas, o faz sem consultar sua equipe. Ele escuta muito pouco o seu time e decide seus passos sozinho, então os demais devem apenas acatar e fazer. Porém, quando a visão que o líder tem é muito diferente da perspectiva do grupo, isso pode gerar conflitos e discussões.

É por isso que grande parte dos líderes autoritários chefiam pelo medo, prejudicando seus colaboradores caso não cumpram com as suas metas e objetivos. Assim, cria-se um ambiente de trabalho tenso e ameaçador, o que certamente atrapalha a produtividade dos colaboradores.

2. Liderança estratégica

A liderança estratégica não é, nem de longe, parecida com a autocrática. Como sabe que as pessoas são uma parte crucial do processo de conquista de objetivos da empresa, ela considera que precisa administrar bem todas as personalidades diferentes presentes em uma equipe.

Esse líder é um dos mais procurados hoje, já que tem a habilidade de enxergar e conciliar tanto as necessidades do negócio quanto as oportunidades de melhoria e de crescimento, seja para a empresa ou para os colaboradores do seu time. Desse modo, todos se beneficiam.

Como o líder estratégico costuma manter uma visão mais abrangente sobre o que faz, ele também sabe que para que a empresa cresça e prospere, seu time precisa estar em constante crescimento. Por isso, está sempre em busca de caminhos alternativos para que os profissionais aprendam, busquem se aprimorar e coloquem suas habilidades em prática.

À medida em que as pessoas se tornam melhores no que fazem, passam a gerar resultados mais qualificados para o negócio. Com isso, o líder também ganha, sendo reconhecido pelo bom trabalho que faz e retendo seus melhores talentos.

3. Liderança democrática

Se, por um lado, o líder autocrático exclui o seu time das suas decisões e processos, o líder democrático é aquele que envolve as pessoas em todas as etapas. Ele divide a sua ênfase com o grupo e permite que as pessoas se sintam verdadeiramente integradas.

Assim, elas se responsabilizam não apenas por executar as suas tarefas e bater suas metas. Também participam da tomada de decisão, expõem os pontos que são importantes para o grupo, suas dificuldades na obtenção de alguns resultados e ainda propõem sugestões para a elaboração das estratégias.

O resultado é um grupo muito mais motivado, respeitado e participativo. Como sabem que serão ouvidas, as pessoas estão sempre buscando formas de melhorar o dia a dia de trabalho o resultado do grupo, por isso tendem a aumentar seu comprometimento e a sua produtividade ao longo do tempo.

Nessa liderança participativa é fundamental que a comunicação seja um aspecto constantemente trabalhado, principalmente para que as habilidades do time sejam bem aproveitadas. Para esse líder é fundamental contar com características como a criatividade, a atenção e a competência estratégica para ver além do momento presente.

4. Liderança transformacional

A liderança transformacional, como o próprio nome sugere, é aquela que chega para mudar a realidade de um time. É ótima para momentos de transição e crescimento da empresa, mas também para aquelas equipes que vão ficando estagnadas com o passar do tempo.

Esse líder é enérgico, com uma ótima visão sobre a gestão de pessoas e os objetivos do negócio. Seu foco está nos resultados, por isso ele desafia constantemente os limites do seu time e os seus próprios. Como é um inconformado, o líder transformacional está sempre buscando a melhoria das suas habilidades e das pessoas com quem trabalha.

Isso cria uma cultura de trabalho mais ativa e próspera, com uma comunicação eficiente e muito estímulo. Além disso, faz com que os grupos se habituem a trabalhar com metas ambiciosas e prazos curtos, ou seja, é ótima para quem quer atuar em pequenos sprints, mas gerar grandes resultados.

A liderança transformacional pode ser de grande valor em projetos que usam as metodologias ágeis. Isso porque os líderes com esse perfil demonstram uma energia capaz de motivar todo o grupo, mas não apenas em discurso. Eles arregaçam as mangas e trabalham de perto com os liderados.

5. Liderança transacional

Se o líder transformacional vê sua posição de liderança como uma forma de quebrar paradigmas, o líder transacional existe justamente para conduzir aquelas equipes que não podem sair da linha. Por isso, essa é uma liderança totalmente voltada para objetivos.

Só que, diferentemente de uma liderança autoritária, o líder transacional anda junto com o grupo e está sempre motivando seus colaboradores. A diferença é que ele precisa trabalhar em espaços onde não cabe tanta inovação e que o trabalho é mais fixo e repetitivo.

Pela natureza desse tipo de atividade, é muito comum que as pessoas percam sua motivação. E é aí que o líder transacional faz toda diferença, tornando um trabalho monótono em algo interessante e, de certo modo, até desafiador, sem precisar inventar grandes transformações.

6. Liderança burocrática

A liderança burocrática é um pouco mais antiga e lenta do que as demais. Esse tipo de líder é perito em seguir aquilo que dizem os livros e manuais, por isso costuma ser interessante para empresas cuja diretoria acredita em modelos mais rígidos de gestão.

Se o grupo tiver uma opinião divergente daquilo que está explícito nos documentos, ele dificilmente será levado em consideração. Então, a política da empresa é o mapa maior da atuação desse profissional, que não é adepto a inovar ou experimentar novos caminhos.

Não é uma liderança que se adapte a métodos ágeis e muito menos a ambientes inovadores. É um líder mais tradicional e costuma se manter em empresas antigas, onde a sua conduta é valorizada e estimulada pelos donos ou diretores. Apesar de o time não se sentir tão preso, ele também não tem autonomia para decidir por si mesmo.

7. Liderança Laissez-faire

Se você já sonhou com um estilo de liderança que serve mais como uma orientação do que como um balizador propriamente dito, você certamente se adaptaria ao estilo Laissez-faire. A tradução do termo significa “deixar fazer”, uma filosofia bem flexível e liberal para as empresas mais modernas.

Esse estilo de liderança é baseado na confiança que o líder tem na capacidade de cada talento que integra sua equipe. Logo, ele dá autonomia às pessoas e apenas as acompanha, caso elas precisem de uma espécie de opinião consultiva.

Desse modo, o time se torna mais independente e autônomo, capaz de fazer as próprias escolhas, tomar decisões e corrigir os problemas no meio do caminho. Essa receita parece ser a ideal para aumentar a produtividade das equipes, que não precisam ficar pedindo autorização para um superior.

Como dá para prever, essa liderança também é muito motivadora, mantendo os profissionais cientes de que a empresa confia neles. Logo, cada um desenvolve um senso de autorresponsabilidade, tornando-se dono da sua própria trajetória.

Como tudo na vida, ela também apresenta algumas desvantagens. A liderança liberal deixa o time solto e, com isso, as metas e os objetivos podem não ser cumpridos como o planejado. Em casos mais extremos, os profissionais se sentem perdidos e desnorteados.

8. Liderança visionária

A liderança visionária é um estilo voltado sempre com vistas para o futuro da empresa e da equipe. Esse profissional tem a habilidade de iniciar mudanças importantes para os rumos da empresa, ao mesmo tempo em que convence e motiva as pessoas a acompanhá-lo no processo.

É uma pessoa com traços estratégicos bastante destacados na sua personalidade, além de não ter medo de assumir riscos para conquistar coisas importantes. Transmite confiança e ousadia, o que costuma inspirar quem está por perto.

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É claro que esse tipo de trabalho contribui muito para o crescimento da empresa, desde que ela também tenha o mesmo posicionamento visionário. Com a infraestrutura certa, como tecnologia e metodologias ágeis, essa liderança ganha ainda mais força.

Também é preciso manter a atenção sobre o comportamento desse líder, já que sua aspiração para questões futuras pode fazer com que ele tenha dificuldade de lidar com as situações presentes. Então, é fundamental trabalhar com uma equipe criteriosa e metódica, que não deixe passar etapas inacabadas.

9. Liderança servidora

A liderança servidora se opõe ao estilo autocrático. Enquanto este está centrado no líder, aquela prioriza as pessoas, dando valor a tudo aquilo que as torna únicas, desde suas habilidades até os seus sentimentos, como valorização, orgulho em fazer parte e motivação.

É por meio desse tipo de preocupação que esse líder ganha a confiança da sua equipe, tornando as pessoas mais engajadas. Ele está sempre se comunicando, ouvindo e considerando a opinião das pessoas, pois acredita que um trabalho colaborativo é muito mais valioso do que aquele individual.

Essa liderança é ideal para aquelas empresas que trabalham a formação de novos líderes, porque ajuda esses profissionais a entender como servir e satisfazer o público interno, sem perder de vista os resultados do negócio.

10. Liderança transcultural

A liderança transcultural se adéqua a quem trabalha com diversas culturas, como as multinacionais. Esse tipo de liderança consegue fluir muito bem entre diferentes crenças, tradições, hábitos e costumes, valorizando a riqueza cultural de cada um. Isso é relevante para que os colaboradores se sintam inclusos e respeitados no seu ambiente de trabalho.

Para tanto, é fundamental que o líder tenha um perfil voltado para a Employee Experience, ou seja, que se preocupe com a experiência do colaborador como principal fator motivacional para um trabalho bem-feito. Além disso, essa deve ser uma pessoa tolerante e sempre aberta ao diálogo.

Uma das grandes vantagens, nesse caso, é a possibilidade de trabalhar em ambientes diversos, aproveitando o melhor da experiência pessoal de cada um, a favor das realizações do negócio. Portanto, é preciso ter muito jogo de cintura para conseguir mediar conflitos e satisfazer a todos.

11. Liderança carismática

A liderança carismática é uma das mais poderosas dentro das organizações. Isso porque ela não trata apenas de provocar simpatia nos outros, mas de ser capaz de revolucionar o ambiente de trabalho a partir da sua influência pessoal. Esse líder é aquele que desperta os valores mais elevados no seu time.

Por isso, é um dos líderes mais inspiradores e envolventes. Sua comunicação é clara e assertiva, ao mesmo tempo em que transmite confiança e credibilidade às pessoas. Seus objetivos também são muito bem elaborados e consistentes.

Sendo assim, as pessoas veem razões claras e convincentes para seguir esse profissional, confiando a ele a orientação da sua própria jornada dentro da empresa. Seus liderados normalmente não costumam apresentar relutância a suas determinações, que são sempre muito bem colocadas.

12. Liderança alquimista

O líder alquimista é um grande observador dos mecanismos da empresa. Ao olhar para o negócio, ele consegue perceber seus desafios e oportunidades de maneira estratégica, sem deixar para trás nenhum de seus fatores.

Na visão desse profissional cada evento é importante, desde os aspectos financeiros de uma operação até o modo como os superiores falam com os seus times. Por isso, ele costuma estar atento a todas as necessidades da empresa, o que é ótimo para o seu crescimento e desenvolvimento.

Trata-se de um líder muito detalhista e meticuloso, como um bom pastor que não deixa nenhuma ovelha para trás durante o pastoreio. Ele tem tanto apreço e valorização pelos processos quanto tem pelas pessoas, então é um excelente mediador entre os interesses do negócio e dos colaboradores.

13. Liderança oportunista

Os líderes oportunistas têm um perfil bastante egocêntrico. Eles costumam reunir todas as informações e garantir que todos os processos passem por eles, para se certificar de que nada aconteça sem que saibam. Na verdade, esse estilo de liderança pode ser bastante cansativo, além de sobrecarrega-los.

Além disso, esses profissionais têm dificuldade em dar autonomia para o time, bem como confiar na capacidade dos outros de fazerem um bom trabalho sem supervisão. Isso faz com que o time demore mais para se desenvolver.

A parte boa é que o líder oportunista trabalha sempre em busca de resultados e está sempre de olho nas chances de alcançar boas oportunidades. Por isso, muitas vezes acaba sacrificando alguns benefícios para obter um ganho maior.

Para empresas altamente competitivas, é possível que ele seja visto como uma das melhores alternativas para comandar os times. Isso principalmente porque ele é bem controlador, mas também consegue usar as informações que tem para tirar a empresa de apuros, resolvendo problemas desafiadores e crises.

14. Liderança diplomática

Se o líder oportunista vê o seu time como um mero grupo de auxiliares para ajudar na conquista dos seus objetivos, o líder diplomático se preocupa com que todos estejam bem para realizar o seu trabalho. Para ele, uma boa relação com as pessoas é fundamental para que todos atinjam seus objetivos.

Essa liderança tende a evitar conflitos a todo custo, mediando situações difíceis e buscando atender, pelo menos em partes, as necessidades de todos. Justamente por isso, são muito flexíveis e adaptáveis, trabalhando muito bem com regras e acordos verbais.

O resultado disso são ambientes corporativos equilibrados e colaborativos. As pessoas trabalham sem pressão e bem alinhadas ao objetivo do negócio. No entanto, é preciso ter cuidado para não perder muito tempo evitando atritos e se limitar nos avanços reais da realização das atividades.

15. Liderança facilitadora

A liderança facilitadora é exercida por um líder que gosta de fazer parte, de ajudar, de orientar e de construir soluções junto com o time. Como um bom professor, esse tipo de profissional acredita no desenvolvimento da sua equipe, por isso está sempre pronto para orientá-la e até mostrar como se faz.

Além disso, uma característica muito legal dos facilitadores é que eles se deixam envolver pelo ritmo do grupo de uma forma bastante positiva. Se o time está alcançando um bom desempenho, ele torna o ambiente de trabalho mais leve e solto. Mas se as pessoas estão tendo dificuldades, ele assume um papel mais diretivo e prático.

Para tanto, é fundamental ter a habilidade de reconhecer as oscilações e demandas do time, bem como ter o hábito de monitorar o seu desempenho. Quando as coisas não vão tão bem, é crucial saber pontuar os aspectos de melhoria, sendo necessária uma comunicação assertiva.

As pessoas tendem a se sentir mais motivadas e confiantes com esse tipo de liderança. Isso porque sabem que o líder acredita na sua capacidade, mas que ainda assim estará ali caso qualquer um precise de ajuda, sem sufocar ou pressionar o trabalho.

16. Liderança coaching

O líder coach tem sido um profissional em alta nos últimos anos, pois ele tem a habilidade e os instrumentos certos para desenvolver sua equipe como ninguém. Trabalhando com os aspectos pessoais e profissionais de cada um, ele consegue encontrar as motivações certas para fazer com que cada colaborador desperte seus melhores talentos.

A liderança coaching é fundamental para despertar a autoconfiança do time e para estimulá-la a aperfeiçoar o que sabe e expandir seus horizontes, desenvolvendo outras aptidões. Desse modo, a equipe ganha ao mesmo tempo em que a empresa se desenvolve.

Para tanto, é fundamental que o líder não seja egocêntrico e se concentre no crescimento da sua equipe. Ele deve dar o melhor de si, oferecendo orientações, e não ordens. Além disso, esses líderes precisam apresentar uma ótima inteligência emocional, a fim de lidar com os seus próprios conflitos pessoais e ainda mediar os demais.

Como você pôde perceber ao longo de todo este conteúdo, existem muitos tipos diferentes de liderança e estilos variados para orientar e comandar uma equipe de trabalho. Cada um deles tem seus próprios benefícios e desafios, mas, ao seu modo, adaptam-se a diferentes trabalhos.

O estilo de liderança ideal vai variar muito de acordo com cada equipe e os objetivos da empresa. Não adianta, por exemplo, querer adaptar uma liderança liberal em um ambiente de trabalho rígido. Da mesma forma, uma equipe indisciplinada precisa de um líder capaz de colocar ordem na casa.

Sob esse ponto de vista, não existe receita certa na hora de eleger seu tipo de liderança. É preciso equilibrar as necessidades do time com os objetivos da empresa e as características particulares do gestor. Além disso, é válido mencionar que as aptidões de um líder podem ser treinadas e desenvolvidas.

Para concluir, podemos dizer que um líder autocrático, por exemplo, pode aprender a flexibilizar sua atuação. Então, todo profissional pode ser lapidado até encontrar as características certas para responder às demandas da sua equipe, adequando-se aos diferentes tipos de liderança.

E se você gostou de saber mais sobre esse assunto, não pare por aqui. Entenda por que pessoas e tecnologia devem ser desenvolvidas juntas!

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